segunda-feira, 24 de março de 2014

Gravidade (2013)
Yasmin Farias22:16 0 comentários

A 600 KM ACIMA DO PLANETA TERRA
A TEMPERATURA OSCILA ENTRE 126°C E -100°C
NÃO HÁ NADA PARA TRANSMITIR O SOM
NÃO HÁ PRESSÃO ATMOSFÉRICA
NÃO HÁ OXIGÊNIO
A VIDA NO ESPAÇO É IMPOSSÍVEL




    Imagine-se flutuando no espaço, imagine-se agora que sua carona para casa (ônibus espacial) está destruída, e que seu pouco oxigênio está a menos de 8%. Diante da imensidão do espaço, você se encontra sozinho, sem oxigênio, à deriva. Agonizante?! É o que a Dra. Ryan Stone vivenciou no longa de 91 minutos.
    O filme começa nos proporcionando uma imagem espetacular, o planeta terra visto pelo espaço, uma cena pensada para literalmente já ampliar os horizontes da plateia. O silêncio é quebrado pela equipe que está no ônibus espacial Explorer trocando informações com o Controle da Missão em Houston, a equipe que conta com a Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock), Matt Kowalski (George Clooney) e entre outros, veio numa atividade extra veicular, responsável pelo reparo do telescópio espacial Hubble. Houston adverte o grupo que um satélite russo foi atingido por um míssil, mas não se afligindo com isso. Porém, enquanto a Dra. Stone, especialista da missão trabalha no concerto, Houston estabelece que a missão seja imediatamente abortada, pois os detritos do satélite russo criaram uma reação em cadeia, indo na direção deles. Em seguida a nave espacial é violentamente atingida por esses resíduos, gerando uma sequência de cenas de ação, na qual os astronautas giram pelo espaço em consequência do impacto, perdendo também a comunicação com a terra. Em meio à confusão a Dra. Stone é separada do grupo, ficando à deriva no espaço. Um momento sem dúvida desesperador e angustiante, que Sandra Bullock soube interpretar muito bem.
     Depois de algum tempo sozinha, o tenente Kowalski enfim consegue encontra-la, mas ao voltarem a nave, descobrem que o resto da tripulação está morta e a nave completamente destruída. O único meio de voltarem a casa é alcançarem a Estação Espacial Internacional (EEI). Durante essa "viagem" os dois conversam sobre suas vidas na terra e percebemos algumas características dos personagens. Como Kowalski por exemplo, age naturalmente calmo, o que representa bem como os astronautas lidam e atuam no espaço. Ele também em meio a todo o caos sabe apreciar a deslumbrante paisagem, uma vista que nem mesmo a beleza do galã Geooge Clooney consegue competir. Já a Dra. Ryan, é uma mulher que lida com números, uma engenheira, não se comove tanto com a vista. Vagando pelo espaço sem direção, notamos uma comparação com o que ela costuma fazer na terra, dirigir sem um rumo depois que perdeu a única coisa que tinha, sua filha. Uma realidade que mais à frente a fará refletir se vale a pena continuar, se indagará com questões como "Quem me espera na terra?".
     Quando finalmente pareceu ter esperança para os dois, mais complicações se seguem e a Dra. Ryan se torna a única sobrevivente.
     A trama desenrolada te prende o filme inteiro. O cenário neste caso não é apenas pano de fundo, ele da extensão ao enredo. O universo em seu silêncio se torna angustiante e desesperador. O grande mérito de Gravidade com certeza se dá aos seus belos efeitos especiais de tirar o fôlego, com grande investimento no 3D, criados pela equipe de Tim Webber. Efeitos que criaram uma revolução visual, um novo marco na história cinematográfica. Desde Avatar que abriu um novo mundo em 3D.
     Mas é claro que a tecnologia não alçou isso sozinha. É excepcional o trabalho de preparação de atores, os quais o fizeram muito bem. Destaque também para Steven Price, vencedor do 86° Oscar por melhor trilha sonora (Gravidade) muito merecido, afinal, conseguiu harmoniosamente adicionar musica a um lugar silencioso, sem deixar que continuasse assim. Complementando o significado visual e ampliando seu efeito.
     Quanto a Alfonso Cuarón, não há dúvidas de que realizou um grande sucesso. Um diretor que teve seu primeiro computador a 5 anos, o que acredito ter sido este um fator crucial para os efeitos do filme. Cuarón não sabia o que era possível ser feito, e fez o impossível. Talvez ele tenha mesmo filmado o longa no espaço como brincou o repórter Carlos Pérez, pois gravidade é hoje o melhor filme de efeitos especiais, não há como não se impressionar, e um dos melhores filmes já feitos, é claro que tem os seus erros científicos, mas por se tratar de uma ficção cinematográfica, é perdoável.
     Original, silencioso, com uma história simples mas profunda. Teve dez indicações ao Oscar, e ainda levou sete. Não sabemos se o mais impressionante é o visual sensacional ou a trama envolvente que interage com o público. Nos sentimos dentro do filme, que foi feito sem dúvida para ser visto em 3D.
     Acredito que muito mais que uma ficção cientifica é um filme para se refletir, refletir sobre a beleza do universo, refletir o quanto pequenos somos, refletir no que temos aqui, dar valor a quem temos. Afinal, quem nos espera aqui na terra? Um filme que para descrevê-lo, palavras são poucas, deixemos então que as cenas e as impressões falem por nós.


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